MPEG Audio Layer III, ou MP3, é motivo de muita polêmica desde a época do Napster, dividindo opiniões entre gravadoras, artistas e consumidores de música:
As gravadoras, vêem o MP3 como uma ameaça ao seu modelo de negócios, afinal o consumidor final não precisa pagar mais nenhum tostão a elas para ouvir suas músicas preferidas.
Os consumidores de música representam o exato oposto. Não dependemos (sim, eu me incluo nesse grupo) mais das gravadoras, a música é grátis! No entanto ainda há aqueles que por questões sentimentais compram o material físico dos artistas, mas geralmente gastam seu dinheiro apenas com os trabalhos dos seus músicos preferidos.
Os artistas estão no meio desse fogo cruzado. Alguns apóiam o MP3, outros, o abominam. Tenho convicção que o pessoal do segundo grupo é aquele preocupado quase que exclusivamente com dinheiro. Segue uma demosntração deste argumento, pelo mestre Gene Simmons do Kiss:
"Não há mais nada em mim que me faça querer fazer novas músicas. Como você lança essas músicas? Como você poderá ser pago por elas, se as pessoas simplesmente as baixam de graça?"
A grande questão é como a música sobrevive se o dinheiro com vendagens de discos está se esgotando? Por que pagar pelo disco novo do seu artista favorito se, com o mesmo valor, é possível pagar a mensalidade de conexão com a Internet e baixar a discografia inteira em menos de um dia? Para que comprar um disco se você vai convertê-lo em MP3 para ouvir no seu player?
Nos próximos posts a visão mais detalhada de cada um dos grupos acima, a história dos mais de 20 anos do MP3 (surpreso?!) e as alternativas para a Indústria Fonográfica.
O som do post fica por conta do canadense Neil Young na sua antológica apresentação ao lado do Pearl Jam, tocando um de seus maiores clássicos: Rockin´ In The Free World.
Se considerarmos a música em geral como uma das mais fortes expressões artísticas ainda sobreviventes da facilidade total de se conseguir o que quizer hoje em dia pela internet ( não só a música, a industria cinematográfica, games, softwares, livros e etc... por exemplo, estão começando a enfrentar o mesmo problema).
ResponderExcluirA questão é: O que faz uma pessoa entrar em uma galeria de arte e comprar um quadro de seu artista favorito? Claro que é o valor que a pessoa ofereçe a esse artista.
Houve uma iniciativa do RADIOHEAD de disponiblizar o disco na web pelo preço que voçe achar que ele vale, se quiser dar 100 dólares, tudo bem, se não quiser pagar nada, fique a vontade!!! Ou seja, a única sáida dos artistas é se contentar com aquilo que eles valem perante ao seu público, ou seja, continuarão enriquecendo, mas sim por aquilo que fazem e que para seus fãs vale muito, e não por aquilo que as gravadoras querem que voçê pague para poder apreciá-los, que na maioria das vezes tem muito fã de carteirinha que pensa duaz, tres, quatro vezes e decidi não comprar.